quinta-feira, 5 de julho de 2007

VARAL POESIA - ISAAC STAROSTA

LEMBRANDO MAYSA

- Isaac Starosta

Em Maysa cantando
Acima de tudo
O desespero é calmo

A gente ama
A gente briga
E sai brincando
De ciranda
Numa praça
Da infância

Em Maysa cantando
O desgosto é dengoso
Faz beicinho e passa
Como uma travessura

Maysa segue cantando
Quebra o protocolo
Chora rindo
Num leve tremor
Que vai direto dos lábios
Até a alma dos ouvintes

Maysa vai adiante
Enfrenta o mundo mau
Um mundo pouco-se-me-dá
Pra quem vive em constante
Estado de inspiração

Maysa parou de cantar
Voz trêmula ainda vibrando
E a sala continua tonta
Preguiçosamente submersa
Na tela da TV

Um comentário:

Lúcia Bins Ely disse...

Olá, Isaac,

Teu poema me lembrou outro poema... de
Miguel Oscar Menassa...
ali onde diz:
"Maysa vai adiante
Enfrenta o mundo mau"...

"No caminho encontrareis o ouro e a pobreza,
os precipícios fundos e as grandes planícies.
Haverá em vossos caminhos, não duvideis,
emboscadas, traições, vis injustiças,
por isso
é conveniente viajar acompanhado.

E, quando consigais algo de pão, algo de dinheiro,
tentai reparti-lo o melhor possível entre todos.
Alguém que comeu
e tem dinheiro para o pão de amanhã,
em algo se sentirá feliz e seu trabalho
não será dirigido pela fome ou pelo ódio
senão pelo amor ou pela liberdade.


NUMA SOCIEDADE JUSTA,

O TRABALHO É UM DOM

1
E este é o verso onde tentarei
deixar-lhes o ensinamento mais necessário:

Numa sociedade justa, o trabalho é um dom:..."

BUENO, ISAAC,
ese es nosso poeta maior:
MIGUEL OSCAR MENASSA
espero que te guste...
seguimos conversando
un abrazo,
en la poesía,
Lúcia Bins Ely - GRUPO CERO

(DESDE AJURIS HÁ MUCHOS ANOS)