
exercício
no ritmo dos relógios assaltados
percorri os restos da cidade
que se armou de arames e cadeados
erguendo muros de indignidade.
vi pobres velhos endomingados
arrastando os olhos baços da idade
pelas carnes podres dos mercados
na agonia de uma última saudade.
três mulheres de olhos apagados
raspavam a ferrugem da castidade
com a nudez dos lábios escarnados
em ânsias incontidas de reciprocidade.
e na encardida manhã dos condenados
de permeio às areias da sujidade
rompi a digestão dos juízes saciados
mijando nas estátuas da Verdade.
Um comentário:
Genial o E-Poem!!!!
Dá a sensação de estar digitando num celular... ao acaso.
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Márcio Ezequiel
http://marcioezequiel.blogspot.com/
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